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Semana 2 - Segunda-feira

Série: OS MINISTROS DA NOVA ALIANÇA

Mensagem: MELQUISEDEQUE: SACERDÓCIO PERFEITO E CELESTIAL – (HB 7:11, 17, 28; 8:1-2)

Leitura Bíblica: Êx 25:12-15; Ef 1:17; Hb 9:14

Ler com Oração: Assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos (Is 57:15).

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A OBRA DE CRISTO PERPETUADA PELO ESPÍRITO ETERNO

Em nosso estudo desta semana, veremos, no livro de Hebreus, um personagem dificílimo de interpretar, Melquisedeque, e como isso tem a ver com nossa vida cristã. Deus tem um desejo, um sonho: fazer-nos participar da comunhão direta com Ele, a mesma comunhão que havia entre a Trindade Divina na eternidade. Para isso, o Senhor, como nosso Sumo Sacerdote, já penetrou além do véu e nos leva a ter comunhão com Ele ali.

O que Cristo realizou mediante a encarnação, viver humano, morte, crucificação, ressurreição, ascensão e tudo o mais, ofereceu como sacrifício a Deus por meio do Espírito eterno (Hb 9:14). Muitas coisas espirituais fogem ao nosso entendimento, por isso precisamos do espírito de sabedoria e de revelação para ter entendimento e compreensão do que é divino (Ef 1:17), do que pertence à dimensão de Deus, à dimensão eterna. Tudo o que Cristo fez quando viveu aqui na terra, Ele o fez pelo Espírito eterno, isto é, Deus colocou tudo isso na eternidade, porque Ele está na esfera da eternidade.

Nosso Deus é o Alto, mas não em altura física, e sim espiritual, ou seja, está em outra dimensão. Ele é sublime e habita a eternidade: “Assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade” (Is 57:15a). Quando vamos a Deus, Ele está na eternidade, sem tempo nem espaço. Portanto, quando Cristo se ofereceu a Deus, ofereceu tudo o que Ele fez aqui na terra, sujeito ao tempo, e Se colocou como sacrifício pelo Espírito eterno. E Deus aceitou o sacrifício de Cristo pelo Espírito eterno.

Essa figura¹ da circunferência ou círculo está na arca da aliança, no tabernáculo do Antigo Testamento. A arca da aliança tinha quatro argolas, uma em cada canto, nas quais se introduziram os dois varais de madeira de acácia revestidos de ouro, onde ficariam permanentemente para que fosse carregada (Êx 25:12-15). As quatro argolas prefiguram o Espírito eterno. Nessa figura, o homem, que ainda vive no tempo, carregava a arca da aliança, a qual representa o Deus eterno. Como pode um homem temporal ter contato com o Deus eterno? Por meio do “varal” e das “argolas”. A conexão entre o homem temporal e o Deus eterno é o Espírito eterno. Todos os dias, quando nos voltamos para o espírito, nós, homens temporais, conseguimos ter contato com Deus, que está na eternidade. Quando dizemos: “Ó Senhor Jesus!”, nós O contatamos por meio do Espírito eterno. Graças a Deus por essa revelação. Essa é a arca da aliança.

O que Cristo fez, quando lançado na eternidade, obteve valor eterno. Isso valeu no passado, no Antigo Testamento, para o povo de Israel, que precisava regularmente trazer animais para o sacrifício pelos pecados, transgressões e culpa. O sangue desses animais era para a substituição daquele que pecou. Os sacrifícios de animais tiveram sua eficácia para a remissão dos pecados do homem porque Cristo se ofereceu pelo Espírito eterno a Deus, o que serviu não só para o futuro, isto é, para os pecados que ainda seriam cometidos, mas também para o passado, ou seja, para os que foram expiados pelo sangue de animais, no Antigo Testamento.

Quando Deus olhava para o sangue de bodes e bezerros no Antigo Testamento, via o sangue de Cristo. Embora este ainda não tivesse sido derramado naquele tempo, Deus já o via porque fora lançado na eternidade. Mesmo no Novo Testamento, se não fosse pelo Espírito eterno, Cristo teria de morrer cada vez que eu e você pecássemos. Podemos pensar: se a morte de Cristo é a morte de uma pessoa por outra pessoa, Ele teria de morrer tantas vezes quantas pessoas há no mundo e por tantos pecados quantos cometemos ao longo do tempo. Porém Sua redenção valeu uma vez por todas porque foi lançada na eternidade. Graças a Deus, pois Cristo se ofereceu a Deus uma vez por todas como sacrifício pelo Espírito eterno! Todos os dias, sempre que erramos ou pecamos, podemos dizer: “Ó Senhor Jesus, perdoa-me. Que Teu sangue me venha purificar!”. Não precisamos que Cristo morra outra vez.

Apocalipse fala daqueles “cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (13:8). Segundo nosso pensamento linear, Cristo não morreu desde a fundação do mundo, e sim no tempo. Mas, quando se ofereceu a Deus pelo Espírito eterno, Seu sacrifício foi lançado na eternidade e para Deus passou a valer para todo o sempre. Desde a fundação do mundo até o futuro, o Cordeiro morreu por nós.

Ainda em Apocalipse, João escreve: “Vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto” (5:6a). No original grego, o tempo verbal de “tendo sido morto” é como “tendo acabado de morrer”. Como Ele poderia ter acabado de morrer se já morrera tanto tempo antes de João ter essa visão? Tudo isso é a redenção de Cristo realizada no tempo, porém lançada na eternidade. A redenção vale por toda a eternidade e é por toda a criação.

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¹ Figura somente no livro impresso.




Pergunta: Como explicamos que a morte redentora de Cristo na cruz tem efeito eterno?

Meu Ponto Chave:

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Leitura de Apoio da Semana:

“As riquezas insondáveis de Cristo” – cap. 8 – Dong Yu Lan.

“As aparições do Deus da glória” – caps. 5 e 6 – Pedro Dong.


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